Porque insistes em gritar o teu silêncio para o mundo
Mesmo que somente eu o consiga escutar?
Você me fez sangrar, e eu te perdoei,
Para que costuraste meu peito, se
teu intuito era rasgá-lo novamente?
Apresento a vós, um pouco das falácias de minh'alma. As sutilezas dos devaneios apresentados, deverão ser percebidos como um despropósito de um ser que não mais se pertence.
Porque insistes em gritar o teu silêncio para o mundo
Mesmo que somente eu o consiga escutar?
Você me fez sangrar, e eu te perdoei,
Para que costuraste meu peito, se
teu intuito era rasgá-lo novamente?
Foi sonho, mesmo sem dormir
Foi abrigo, mesmo sem paredes
Foi esperança, mesmo sem certezas
Foi calma, mesmo sem silêncio
Foi verso, mesmo sem rima
Foi caminho, mesmo sem direção
Foi vontade, mesmo sem razão
Foi encontro, mesmo que à distância
Foi amor, mesmo sem história.
Procura-se Conexão
Para aquisição imediata, urgente!
Paga-se bem, a recompensa será generosa
Estou disposto a investir voluptuosamente,
Não deixe a oportunidade passar!
Mas preciso alertar:
Não se trata de qualquer tipo de Conexão.
É um tipo muito raro, precioso.
Não aquela de encontros onde as conversas são casuais,
Mas aquela onde se estabelece um elo, único,
Capaz de atravessar distâncias e preencher silêncios.
Procura-se CONEXÃO!
Voltei a ser criança! Sinto-me como um menino novamente. Sabe quando a criança ganha um presente novo, e a única coisa que pensa é brincar com ele?
Dorme abraçado com o presente e ao acordar a primeira coisa que surge na cabeça são as brincadeiras que deseja fazer com o amado presente.
Contigo sinto-me exatamente da mesma forma, como uma criança cujo Pai lhe concedeu uma nova oportunidade de ser feliz.
Durmo pensando em ti, acordo planejando o momento de te encontrar, e meu dia é uma eterna espera por este encontro.
Ao longo do dia, você surge em diversos momentos em minha mente, imagens do teu sorriso lindo, aquela maneira única de morder o lábio inferior, ou o jeitinho que coloca a língua entre os dentes, como uma menina sapeca que está pronta para fazer uma traquinagem.
Mas de todas as imagens, a que mais me marca é o jeito que olhas pra mim, aquele olhar de quem encontrou o caminho de volta pra casa.
Seja bem-vinda!
Oi!
Hoje eu sonhei contigo.
Ao acordar, percebi um sorriso bobo em minha face.
Foi bom sentir de novo,
foi bom saber que meu coração ainda bate e
ainda pode bater por alguém.
Foi bom saber que ainda existe uma fagulha de vida
em meu outrora gélido coração.
Sinto-me absorto,
embriagado na esperança,
nas lembranças sutis de um momento único
Porém, tudo não passa de uma grande falácia,
Os sentimentos? Nunca existiram!
As lembranças? Forjadas em sutilezas que não se sustentam,
ao menor vento em proa, se perdem
naquilo que deveria ser sua sustentaçâo.
Me diz, foi tudo em vão, uma criação desesperada da minha mente?
nossos corpos, nossos cheiros, nosso beijo?
Sim, eles de fato nunca existiram!
Então, mais um vez, me pego com o peito aberto,
com todos os meus órgão expostos,
ao mero devaneio do destino.
Oi!
Estou de volta!
Consegui vencer o claustro,
e ao sair, a vi,
resplandecente, magnânima, soberba.
Sim, foi rápido,
vi apenas de relance,
mas sim, ela estava lá,
tenho certeza!
Não!
Não pode ter sido uma ilusão
eu a reconheci,
lembro dela,
apesar de tanto tempo longe,
era ela, toda ela,
completa, plena.
Com apenas essa imagem fugaz,
resolvi construir meu reino.
E ele? Desejas saber que fim levou?
Mandei-o chamar, lógico!
E estava longe, muito longe,
tive que retirá-lo de sua hibernação.
Ah, e ele retornou intrépido,
destemido, altivo,
como um guerreiro que nunca foge ao bom combate.
Mas quando me dei por conta,
meu reino não passava de um palco,
e não havia ninguém lá comigo,
eu estava só no palco,
não havia ninguém na plateia,
e minha voz estava muda.
A caminhada tem sido difícil, tortuosa e
Quando achei que por fim havia achado o caminho, a saída,
Deparo-me com um muro intangível.
Diante de mim há um espelho, e lá está meu maior carrasco, que
De forma autoritária dita as regras de minha própria vida,
Tolhendo tudo que de bom construí com sacrifício.
De repente quando percebo, estou no escuro e só consigo ver minha própria imagem e
Quando observo bem, não me reconheço nela, não há mais rastros de mim mesmo,
Apenas um ser abjeto, vil, fétido, rastejando na lama de meu ser.
E no fim, só o que resta é uma sombra de quem eu sou, de quem eu fui
As cinzas daquele que eu pensei estar me tornando,
E acabo encarcerado dentro de meu próprio Eu imaginário.
Muito se deu durante o tempo em que estive à tua espera,
Fiquei louco, esperançoso, taciturno, animado e por fim, paciente
Acredito que a espera acabou com tudo que havia para surgir,
Porque no fim, quando você, finalmente chegou,
Descobri que você não veio de verdade,
Você veio vazia, e
Levou o resto de mim consigo.
Meu coração é uma terra desabitada,
Nada nasce mais lá,
Lá não há terras férteis,
Não há mais água nos rios.
Um dia eu senti um tremor,
Achei que era uma erupção,
Que finalmente tudo iria sair
Como que num vulcão.
Mas no fim,
Estou velho e não confio mais em ninguém
Estou cansado e não sei mais
Se consigo recomeçar.
Espero que tudo fique bem
Ainda lembro do dia que você veio ao mundo,
lembro dos seus olhinhos encontrando os meus,
lembro que percebi, naquele momento,
que meu mundo tinha virado de cabeças pro ar,
que eu faria tudo por você.
Quando você adormecia em cima do meu peito,
aquilo para mim virou minha maior descrição de amor,
o amor que sentia por você, o amor que sentia de você.
Minha pequenina, a vida não são só flores,
haverá momentos difíceis, mas saiba
que basta dizer uma palavra e eu estarei lá por você,
que nunca enfrentará os dias ruins sozinha.
Estava em paz com minha solidão, já a tinha entendido, aceitado, até a desejava em alguns momentos de não solidão.
Mas meu coração traiçoeiro resolveu acordar e me incomodar com seus lamentos novamente.
E por mais que eu o mande calar, agora que ele sabe o poder que possui em mim, não aceita retomar seu sono.
Lhe explico que ele trás desespero, agonia, ansiedade.
Ele me relembra que também trás em sua mala a paz, felicidade e o sorriso, há muito esquecido.
Decido deixar que fique por um tempo, mas não o deixo, por enquanto, desarrumar as malas.
Ficar sozinho para mim não é solidão, é paz.
Amo ter o meu espaço, e sua companhia tem que ser MUITO incrível para eu deixar você entrar.- Oi!
- Olá! Quanto tempo!
- Sim, verdade! Estava longe, passei um tempo tentando me contentar com o que a vida nos oferta.
- E como foi?
- Olha, foi interessante! Mas algo me faltava e eu resolvi voltar.
- E o que espera do retorno?
- Acho que já encontrei...