quarta-feira, 10 de setembro de 2025

SANGRANDO

Porque insistes em gritar o teu silêncio para o mundo

Mesmo que somente eu o consiga escutar?

Você me fez sangrar, e eu te perdoei,

Para que costuraste meu peito, se

teu intuito era rasgá-lo novamente?

FOI!

Foi sonho, mesmo sem dormir

Foi abrigo, mesmo sem paredes

Foi esperança, mesmo sem certezas

Foi calma, mesmo sem silêncio

Foi verso, mesmo sem rima

Foi caminho, mesmo sem direção

Foi vontade, mesmo sem razão

Foi encontro, mesmo que à distância

Foi amor, mesmo sem história.

ILUSÃO...

Por um instante, um breve, pequeno e efêmero instante, achei que tudo poderia virar uma grande história de amor.
Mas hoje eu entendo, tudo na verdade não passou de uma criação da minha mente que, por um breve momento eu consegui materializar para ti.
Mas era tão frágil que não se sustentou frente à realidade.
Mas não, eu não te amei, isso é fato! Amei uma criação do meu imaginário, uma ilusão.
Mas hoje, mais lúcido, compreendo o papel que tiveste, e te agradeço. 
Foi bom voltar a sentir, saber que eu ainda era capaz de amar, sentir que aquela parte de mim que eu achava irrelevante, talvez, seja uma das minhas melhores.
Mas sim, foi amor, um amor diferente, sem arrebatamento, um tipo de amor calmo, tranquilo, que reside no olhar, no sorriso, no toque, na calma experimentada ao estar perto.

ERRO?

 E se tudo não passou de um erro?
Um erro belo, mas apenas um erro.
Daqueles que a gente lembra com saudade, 
mas não saudade do que aconteceu, não,
essa é efêmera e pode ser suplantada.

Mas uma saudade mais forte e indelével
saudade do que podia ter sido.
Essa sim, finca raízes no imaginário
e constrói moradia eterna,
retornando de tempos em tempos
para destruir as demais possibilidades de futuro.